Foi a partir da década de 1970 que o pesquisador sueco Dan Olweus, atualmente com 88 anos, passou a estudar o assunto que ganhou notoriedade nos anos 1980, chegando ao Brasil no final dos anos 1990. Violência física, apelidos constrangedores, referências preconceituosas, isolamento de uma determinada pessoa do grupo e outros comportamentos agressivos são algumas das formas pelas quais se pratica o bullying.

O professor Olweus é geralmente reconhecido como um pioneiro e fundador da pesquisa sobre problemas de bullying e como especialista líder mundial nesta área, tanto pela comunidade científica como pela sociedade em geral. Seu livro “Bullying na Escola: O Que Sabemos e o Que Podemos Fazer” já foi traduzido para 15 línguas diferentes.

Mecanismos de enfrentamento

Ao desenvolvermos competências socioemocionais aprendemos a ter empatia. Treinamos a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, minimizando assim a questão do bullying, uma vez que compreendemos como a pessoa se sente quando sofre bullying. Na prática, observam-se relatos de alunos que compreenderam o quanto podemos agredir, ferir ou magoar alguém, com palavras e ações negativas, apenas saindo do nosso ponto de vista e olhando a mesma questão pelos olhos do outro. Ter empatia é a chave para desenvolver o respeito e o amor ao próximo.

Atualmente, não é possível pensar em educação sem olharmos para as competências socioemocionais. Deve-se criar uma cultura de estímulo ao aluno, não somente para as questões acadêmicas, desenvolvendo conteúdos e matérias, mas também contribuindo para o aluno reconhecer suas potencialidades, seus pontos fortes, dons e talentos, pois isso irá fazê-lo perceber que sempre haverá algo importante e de muito valor nele. Quando o aluno reconhece o seu melhor – e é estimulado a reconhecer o que o outro também tem de melhor, os julgamentos, a desvalorização de si mesmo e do próximo tendem a diminuir.

Tecnologia em foco

O avanço tecnológico rompeu as paredes das escolas. O conflito, que se inicia na sala de aula, não fica mais apenas restrito a esse espaço. Estamos passando por uma nova situação. O bullying pode começar na escola, mas continua em casa, na academia, no futebol. Não há mais limites para agredir alguém. Temos relatos de pessoas que cometem suicídio por não suportarem a divulgação de notícias, imagens, fotos, que comprometem a sua integridade física, mental ou emocional, de tal forma que não conseguem administrar a situação de forma equilibrada ao sofrer as consequências desses ataques. A escola e os educadores não estão preparados para lidar, de maneira efetiva, com esta realidade, mas é um caminho que está sendo construído; repleto de desafios, no qual as competências socioemocionais serão as grandes aliadas.

O papel do adulto

Há que se destacar que o adulto interfere positiva ou negativamente na formação de uma criança. Devemos lembrar que somos modelos para as pessoas. Mesmo sem perceber, somos referências para aqueles que convivem conosco. Devemos pensar que tipo de modelo queremos ser. Todos tiveram professores que inspiravam; que, mesmo com dificuldades, fazíamos as tarefas escolares, prestávamos atenção nas aulas, respeitávamos este professor não apenas pelo que ele ensinava, mas sim por quem ele era. É preciso questionar, constantemente, nossa postura e atitudes, pois influencia-se por exemplos e não por palavras.

Uma vez que se estimula a criança a reconhecer em si mesma seu potencial – e para que ela consiga reconhecer o melhor que existe no outro também, aumenta-se a autoestima desta criança e ela se sentirá pertencente ao grupo sabendo que o que ela tem de diferente é o que ela tem de melhor, e que ela não precisa seguir padrões para ser aceita. Temos que criar condições para que ela consiga passar pelo maior desafio da vida de qualquer pessoa, que é ser quem você realmente é!

O bullying é uma questão preocupante para pais e escolas

O Líder em Mim está estruturado a fim de dar o suporte necessário para transformar a teoria em prática. O conceito em resultados eficazes de autoconhecimento e relacionamentos mais equilibrados. Desta forma, compreender e praticar esses conceitos são uma maneira eficaz de lidar com esta questão, tão preocupante, que é o bullying.

 

Fonte: www.olideremmim.com.br

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